No final da XIX cimeira luso-espanhola promovida por Aznar e Durão Barroso, realizada na Figueira da Foz, o então líder de Portugal, país de tanga, decidiu o seguinte (Lido no Público):
Repare-se que eram metas bastante concretas, com datas muito precisas.
Calendarização dos Transportes de Alta Velocidade é um dos resultados “mais importantes” da XIX cimeira luso-espanhola
Os chefes de Governo de Portugal e Espanha realçaram ainda que a definição e calendarização dos Transportes de Alta Velocidade (TAV) constituiu um dos resultados “mais importantes” da cimeira.
No encontro ficou decidida a construção de quatro corredores, que irão ligar Porto-Vigo, Aveiro-Salamanca, Lisboa-Madrid e Faro-Huelva. O desenvolvimento temporal das referidas conexões será feito de forma faseada, seguindo um calendário estabelecido: 2010 para a ligação Lisboa-Madrid, 2009 para a ligação Porto-Vigo, 2015 para o corredor Aveiro-Salamanca, sendo que o traçado Faro-Huelva será planeado em função dos resultados dos estudos a desenvolver, por forma a que esteja concluída antes de 2018.
No que respeita aos traçados Lisboa-Madrid e Porto-Madrid, ficou decidido que o percurso não demorar mais do que 02h45 horas.
Durão Barroso anunciou ainda que o Governo vai apresentar o Plano Estratégico Ferroviário para o Século XXI na segunda-feira, sublinhando que as decisões incluídas nesse documento representam a “solução perfeita”.
Recusando divulgar os pormenores do plano, a ser apresentado na pelo ministro das Obras Públicas, Carmona Rodrigues, o primeiro-ministro afirmou, no entanto, que as soluções que serão adoptadas “servem plenamente” o objectivo de criar um equilíbrio entre as diferentes regiões de Portugal, em particular entre o Norte e Sul.
Questionado sobre o financiamento necessário para colocar em prática o plano em período de contenção orçamental, Durão Barroso assegurou que existem parcerias com a Refer, com empresas privadas e 20 por cento do Orçamento de Estado.
Ainda segundo o chefe de Governo, a concretização das decisões estabelecidas irá representar um aumento em 2,8 por cento do PIB, criar cerca 91.500 postos de trabalho, beneficiar 81 por cento da população e implicar um esforço do país na ordem dos 650 milhões de euros por ano.